Teste: Tendência à Crença ou ao Ateísmo
Instruções: Escolha apenas uma alternativa em cada pergunta. Não existe resposta certa ou errada.
Quem nunca ouviu uma mensagem ou até mesmo um louvor falando acerca de Mefibosete e Lo-Debar? Essa passagem bíblica tão conhecida no meio e...
Instruções: Escolha apenas uma alternativa em cada pergunta. Não existe resposta certa ou errada.
Por Rafael dos Santos Serafim
Algumas interpretações populares das Escrituras afirmam que "no tempo de Noé não chovia" e que a construção da arca levou 120 anos. No entanto, ao examinarmos os textos com cuidado exegético e gramatical, percebemos que tais afirmações não são tão sólidas quanto parecem. Este artigo busca esclarecer essas questões com base em Gênesis 2:5 e outros trechos correlatos.
A ideia de que não chovia no tempo de Noé é comumente baseada em Gênesis 2:5-6, que diz:
“...não havia ainda nenhuma planta do campo na terra, pois nenhuma erva do campo tinha ainda brotado; porque o Senhor Deus não tinha feito chover sobre a terra, nem havia homem para lavrar a terra.” (Gênesis 2:5)
O texto sugere que a ausência de chuva até então estava relacionada à ausência de cultivo humano. Isso é reforçado pelo versículo seguinte:
“Uma neblina subia da terra e regava toda a superfície do solo.” (Gênesis 2:6)
A irrigação no Éden, portanto, era feita de forma diferente do sistema de chuvas como o conhecemos. Contudo, o texto não afirma que nunca choveu posteriormente antes do dilúvio. O que se observa é que a chuva, tal como descrita em Gênesis 7:4 ("farei chover sobre a terra quarenta dias e quarenta noites..."), talvez tenha sido um fenômeno inédito na forma e intensidade como ocorreu durante o dilúvio, mas não se pode afirmar categoricamente que jamais havia chovido antes.
Do ponto de vista gramatical, o “porque” usado em Gênesis 2:5 é uma conjunção causal, pois apresenta a razão da ausência das plantas do campo: “porque o Senhor Deus não tinha feito chover sobre a terra, nem havia homem para lavrar a terra”. Isso confirma que a chuva e a ação humana seriam os meios naturais para o brotar das ervas do campo.
Essa é outra afirmação popular, baseada principalmente em Gênesis 6:3:
“Então disse o Senhor: O meu Espírito não agirá para sempre no homem, porque ele é carnal; os seus dias serão cento e vinte anos.” (Gênesis 6:3)
Alguns interpretam esses 120 anos como o tempo dado à humanidade antes do dilúvio e, por consequência, o tempo de construção da arca. No entanto, essa é uma inferência teológica, não uma afirmação direta do texto.
Ou seja, havia um intervalo de até 100 anos entre o nascimento dos filhos e o início do dilúvio. Como a ordem para construir a arca vem depois (Gênesis 6:14), é mais preciso afirmar que o tempo de construção da arca foi entre 70 e 100 anos, e não 120 anos.
Além disso, muitos estudiosos entendem que os “120 anos” de Gênesis 6:3 referem-se a um limite de longevidade humana imposto por Deus após o dilúvio, já que a expectativa de vida foi gradualmente reduzida ao longo das gerações seguintes.
Ao fazer uma leitura mais atenta e exegética do texto bíblico, percebemos que:
Essas observações nos convidam a lidar com o texto bíblico com reverência e cuidado, evitando afirmações que vão além do que a Escritura realmente diz.
Texto base: “Não vos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar.” (1 Coríntios 10:13 - ARA)
O contexto de 1 Coríntios 10 fala das tentações enfrentadas pelos israelitas no deserto, servindo de advertência para os cristãos de Corinto. O foco principal do texto é a tentação ao pecado, embora o termo também carregue um sentido mais amplo de provações.
Destaca que o versículo mostra a fidelidade de Deus em prover forças e escape, não que toda provação seja suportável por mérito humano. O escape é uma dádiva divina.
Enfatiza que Paulo não está prometendo invencibilidade, mas que sempre há um caminho providenciado por Deus para resistir ao pecado.
Afirma que a promessa de 1 Coríntios 10:13 se refere à tentação ao pecado, e não a todas as dificuldades da vida. Não deve ser usada como justificativa para exigir força sobre-humana de alguém sofrendo.
Reforça que o “escape” é a graça para dizer não ao pecado. Isso requer dependência de Deus.
Em provações que excedem nossas forças, como enfermidades ou luto, Deus nos convida a depender dEle. Como Paulo ouviu do Senhor:
“A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza.” (2 Coríntios 12:9)
“Fiel é Deus, que não permitirá que sejais tentados além das vossas forças.”
Milhões de brasileiros estão perdendo tudo em apostas online. Famílias destruídas, jovens endividados e uma crise social sem precedentes.
O Brasil vive uma verdadeira epidemia de apostas online. O que começou como uma "diversão inocente" transformou-se no maior problema social dos últimos anos. As casas de apostas, conhecidas como "bets", exploram de forma predatória milhões de brasileiros, especialmente os mais vulneráveis economicamente.
Estas empresas, muitas delas estrangeiras, drenam bilhões de reais da economia brasileira enquanto destroem vidas e famílias. O modelo de negócio é simples e cruel: viciar o maior número possível de pessoas em apostas, garantindo lucros exorbitantes à custa do sofrimento humano.
As casas de apostas movimentaram mais de R$ 68 bilhões apenas em 2023, segundo dados do Banco Central. Deste montante astronômico, apenas uma pequena parcela retorna aos apostadores. A grande maioria vai direto para os cofres dessas empresas, muitas vezes sediadas em paraísos fiscais.
O modelo é matematicamente perverso: as casas sempre ganham. Elas usam algoritmos sofisticados e análises comportamentais para garantir que os usuários percam o máximo possível. Odds manipuladas, promoções enganosas e sistemas viciantes são apenas algumas das táticas empregadas.
Essas empresas investem milhões em marketing agressivo, patrocinando times de futebol, influenciadores e bombardeando as redes sociais com promessas de "dinheiro fácil". Celebrities são pagas para promover a ilusão de que apostar é um caminho para o enriquecimento, quando na realidade é exatamente o oposto.
O Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) registrou um aumento de 300% nos casos de endividamento relacionados a apostas online desde 2022. Famílias inteiras estão perdendo suas casas, carros e dignidade.
As histórias são sempre similares e devastadoras: pais de família que começam apostando "só R$ 20" e acabam perdendo o salário inteiro. Mães que penhoram joias e eletrodomésticos para continuar apostando. Jovens que contraem empréstimos no nome dos pais para alimentar o vício.
O perfil típico da vítima é preocupante: 68% são homens entre 25 e 45 anos, muitos com filhos e responsabilidades familiares. A classe média baixa e os trabalhadores informais são os mais atingidos, justamente aqueles que menos podem se dar ao luxo de perder dinheiro.
O mais grave é que muitos apostadores recorrem a empréstimos com juros abusivos, agiotas e até mesmo ao crime para continuar alimentando o vício. O ciclo vicioso se perpetua: quanto mais perdem, mais apostam na ilusão de "recuperar" o dinheiro perdido.
As apostas online foram cientificamente projetadas para viciar. Utilizam as mesmas técnicas dos jogos de videogame e redes sociais: recompensas intermitentes, sons estimulantes, cores chamativas e notificações constantes. O cérebro libera dopamina a cada aposta, criando uma dependência química real.
O impacto vai muito além do indivíduo. Famílias se desfazem, casamentos terminam, filhos ficam desamparados. O CVV (Centro de Valorização da Vida) reportou um aumento de 180% em ligações relacionadas a problemas com jogos online.
Crianças e adolescentes crescem em lares instáveis, presenciando discussões constantes sobre dinheiro e vendo seus pais em estado de desespero permanente. O trauma psicológico se perpetua através das gerações.
O governo brasileiro finalmente começou a agir, mas ainda é insuficiente. A regulamentação das apostas online, que entrou em vigor em 2024, é um primeiro passo, mas não aborda a raiz do problema: o modelo de negócio predatório dessas empresas.
Países como Reino Unido e Austrália já implementaram regulamentações muito mais rigorosas após presenciarem os mesmos problemas que o Brasil enfrenta hoje. Não podemos esperar mais vidas serem destruídas para agir.
Se você ou alguém que conhece está lutando contra o vício em apostas, saiba que não está sozinho e que a recuperação é possível. Existem recursos disponíveis:
As casas de apostas não são suas amigas. Elas são empresas frias e calculistas que lucram com o seu sofrimento. Cada real que você aposta é um real a menos para sua família, seus sonhos e seu futuro.
Não existe dinheiro fácil. Não existe sistema infalível. Não existe "recuperar o que perdeu".
O único jeito de ganhar neste jogo é não jogar. Sua família, sua saúde mental e seu futuro financeiro são mais importantes que qualquer aposta.
ESCOLHA A VIDA. ESCOLHA SUA FAMÍLIA. DIGA NÃO ÀS APOSTAS.
Ajude a salvar vidas compartilhando este artigo. Cada pessoa conscientizada é uma família que pode ser preservada da destruição causada pelas apostas online.
Nos últimos anos, tem se intensificado no Brasil e em diversas partes do mundo o fenômeno de adultos, especialmente mulheres, que se declaram pais e mães de bonecas reborn — réplicas hiper-realistas de recém-nascidos. O que começou como uma ferramenta artística e terapêutica passou, em muitos casos, a refletir formas de fuga da realidade e uma possível manifestação de sofrimento psíquico não tratado.
As bonecas reborn surgiram como objetos de arte e, mais tarde, foram incorporadas por algumas abordagens terapêuticas para lidar com perdas gestacionais, infertilidade ou solidão. No entanto, casos recentes vêm revelando comportamentos que ultrapassam o uso simbólico: adultos atribuem nomes às bonecas, criam rotinas, exigem lugares preferenciais em transportes e chegam a levá-las a hospitais. Essa parentalidade simulada suscita preocupação clínica e social.
Quando a relação simbólica com um objeto inanimado substitui vínculos reais e compromete a percepção da realidade, há um indício de distorção cognitiva. A psicologia cognitiva define isso como uma percepção incorreta e disfuncional da realidade, onde crenças irreais são mantidas como verdadeiras. Esse comportamento pode apontar para negação de traumas, luto não resolvido ou transtornos mentais subjacentes.
Estudos apontam possíveis relações entre a parentalidade reborn e os seguintes quadros clínicos:
O tratamento deve considerar o contexto emocional do paciente. Entre as abordagens mais indicadas estão:
A normalização social de comportamentos que refletem sofrimento psíquico pode mascarar a necessidade de cuidado. Quando a mídia e o mercado reforçam práticas que evitam o enfrentamento da realidade, corre-se o risco de fomentar a solidão, a dissociação e o consumismo emocional.
Embora o uso simbólico das bonecas reborn possa ser terapêutico em alguns contextos, sua adoção como filhos reais por adultos aponta para desequilíbrios emocionais e requer atenção clínica. A sociedade e os profissionais da saúde mental precisam estar atentos a esse fenômeno, evitando tanto o julgamento precoce quanto a romantização de comportamentos potencialmente patológicos.
Responda as perguntas abaixo para refletir sobre sua percepção do tema:
Responda às 10 perguntas e descubra qual perfil bíblico define melhor sua alma.
Muitas são as especulações acerca do atual quadro de saúde do presidente do Brasil. Como agir nas sombras é a regra da esquerda, muito se tem imaginado acerca do real quadro clínico. Quando perguntado, a inteligência artificial deu a seguinte resposta.
Um paciente idoso de 79 anos com hemorragia intracraniana (HIC) enfrenta riscos elevados e desafios de recuperação significativos devido a vários fatores associados à idade avançada e à complexidade desse tipo de condição. Vamos explorar os principais problemas, taxa de mortalidade e possíveis tratamentos:
Fragilidade Cerebral: O cérebro de idosos tem menor capacidade de compensar danos, resultando em um risco maior de sequelas graves.
Comorbidades: Doenças como hipertensão, diabetes e doenças cardiovasculares aumentam o risco de complicações e dificultam a recuperação.
Redução da Elasticidade Vascular: Os vasos sanguíneos ficam mais frágeis com a idade, o que pode levar a rupturas e maior risco de recorrência de hemorragias.
Declínio Cognitivo:Danos cerebrais podem piorar demências ou dificuldades cognitivas pré-existentes.
Mobilidade Reduzida: Imobilidade prolongada durante a recuperação pode causar trombose venosa profunda (TVP), úlceras de pressão e pneumonia.
Recuperação Lenta: A neuroplasticidade reduzida no idoso limita a recuperação funcional.
A taxa de mortalidade varia conforme a gravidade da hemorragia, a localização, e o estado geral do paciente:
O tratamento depende da gravidade da hemorragia, localização e das condições clínicas do paciente. As abordagens comuns incluem:
Tratamento Médico Conservador:
Tratamento Cirúrgico:
Cuidados de Suporte:
O prognóstico depende de:
A intervenção precoce e manejo adequado podem melhorar as chances de sobrevivência e recuperação funcional, mas os desafios são maiores em pacientes idosos devido às suas vulnerabilidades fisiológicas e clínicas.
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O conceito de "direita" e "esquerda" na política tem suas raízes na Revolução Francesa, mais especificamente nos eventos que ocorreram durante a Assembleia Nacional Constituinte de 1789. Esta divisão, que se tornaria fundamental para a compreensão da política moderna, emergiu de uma maneira quase acidental, baseada na disposição física dos deputados na assembleia.
Na época, a França estava passando por uma transformação radical. O antigo regime absolutista estava desmoronando, e os representantes do povo se reuniram para criar uma nova constituição e um novo sistema de governo. A Assembleia Nacional Constituinte era composta por deputados de diferentes origens e com diferentes visões políticas.
O momento crucial que deu origem a essa divisão ocorreu durante um debate sobre o poder do rei na nova ordem constitucional. A questão central era se o rei deveria ter o poder de veto sobre as decisões da Assembleia. Esta discussão fundamental sobre a estrutura do poder no novo regime levou a uma polarização física na sala.
Aqueles que apoiavam um papel mais forte para o rei e queriam preservar mais elementos do antigo regime se sentaram à direita do presidente da Assembleia. Este grupo incluía principalmente a nobreza e o alto clero, que temiam perder seus privilégios e status com mudanças radicais.
Por outro lado, aqueles que defendiam mudanças mais profundas e um papel mais limitado para o monarca se sentaram à esquerda. Este grupo era composto principalmente por membros do Terceiro Estado - a classe média e baixa - que buscavam reformas significativas na estrutura social e política da França.
Esta divisão espacial logo começou a refletir diferenças ideológicas mais amplas. A "direita" passou a ser associada com o conservadorismo, a tradição e a manutenção da ordem estabelecida. A "esquerda", por sua vez, tornou-se sinônimo de mudança, reforma e, em alguns casos, revolução.
É importante notar que, neste estágio inicial, os termos "direita" e "esquerda" não tinham as conotações complexas que adquiriram mais tarde. Eram simplesmente descrições literais da posição física dos deputados na assembleia. No entanto, à medida que a Revolução Francesa progredia e as tensões políticas se intensificavam, esses termos começaram a adquirir significados mais profundos e nuançados.
Ao longo do século XIX, à medida que os sistemas parlamentares se espalhavam pela Europa e além, esta terminologia foi adotada em outros países. Os conceitos de direita e esquerda evoluíram para abranger uma gama mais ampla de questões políticas, econômicas e sociais.
A direita passou a ser associada não apenas com o conservadorismo tradicional, mas também com ideias como o livre mercado, o nacionalismo e, em alguns casos, o autoritarismo. A esquerda, por outro lado, abraçou causas como o socialismo, o igualitarismo e a expansão dos direitos civis.
É crucial entender que, embora esses termos tenham se originado de uma disposição física específica em um momento histórico particular, eles evoluíram para se tornarem conceitos fluidos e complexos. Hoje, a divisão entre direita e esquerda pode variar significativamente dependendo do contexto nacional e histórico.
Além disso, muitos pensadores políticos argumentam que este espectro linear é uma simplificação excessiva da realidade política. Existem muitas nuances e posições intermediárias que não se encaixam perfeitamente nesta dicotomia. Alguns sistemas políticos modernos reconhecem isso, incorporando partidos de centro ou adotando modelos mais complexos para mapear ideologias políticas.
Apesar dessas limitações, os conceitos de direita e esquerda continuam a ser ferramentas úteis para entender e categorizar posições políticas em muitos sistemas democráticos ao redor do mundo. Eles fornecem um quadro de referência simplificado, mas amplamente compreendido, para discussões políticas e análises eleitorais.
Em conclusão, o surgimento dos conceitos de direita e esquerda no parlamento francês durante a Revolução Francesa foi um momento pivotal na história do pensamento político. O que começou como uma disposição física acidental em uma sala de assembleia se transformou em um paradigma duradouro para compreender e categorizar ideologias políticas. Embora simplificado e às vezes inadequado para capturar toda a complexidade da política moderna, este espectro continua a moldar nossa compreensão e discussão de ideias políticas até os dias de hoje.
Lendo o capítulo 10 do evangelho de Marcos, encontramos alguns relatos interessantes. O texto começa com a pergunta dos fariseus acerca do divórcio e a explicação de Jesus sobre esse assunto. Passa pela passagem de Jesus abençoando as crianças e ensinando que o reino dos céus será alcançado por aqueles que são como as tais. Depois nos conta a triste história do mancebo de qualidade, que tinha tudo para ser um grande discípulo, mas amou mais ao dinheiro do que a Jesus.
Após esse episódio, Marcos relata o pedido dos filhos de Zebedeu, Tiago e João. No relato do mesmo assunto feito por Mateus, este poupa os discípulos e diz que o pedido partiu da mãe dos dois, embora os dois tenham participado da solicitação. Depois de Marcos ter relatado todo o imbróglio que isto causou, e como Jesus remediou a situação, o capítulo dez termina com o relato da cura do cego Bartimeu.
Dentre essas diversas histórias bem diferentes uma das outras, duas é possível fazer uma ligação através de algo em comum, a saber, a pergunta de Jesus que faz: O que queres que te faça?
Observe que nos dois últimos assuntos do capítulo dez de Marcos, é sobre duas petições, uma pedindo por vanglória, outra para ser resolvida uma necessidade.
O pedido de ambos revelam o maior desejo de seus corações. Receberam a oportunidade de ter seus pedidos atendidos pelo próprio Senhor Jesus, mas um obteve sucesso e outro não pode ser atendido.
Boa parte de nossas petições diante de Deus são motivadas por interesses próprios, que são exclusivos para nossa satisfação. Geralmente acabamos pedindo algo que, para nós, parece ser um benefício, que irá melhorar a nossa vida, mas que na verdade poderá acarretar situações bem complicadas para alcançarmos o que desejamos.
Algumas petições entram em conflito com a vontade de Deus, sendo então, em muitos casos, ignoradas por causa do propósito divino. Orar de acordo com a vontade de Deus é um desafio que exige de nós uma profunda comunhão com o Espírito Santo, para podermos estarmos alinhados com aquilo que ele deseja para nós. Neste sentido, o pedido dos filhos de Zebedeu não se enquadravam dentro daquilo que Deus tinha como seu propósito, sendo assim, negada a petição devido a esta estar fora do que Deus já havia planejado para ambos.
A oração não existe para que seja usada como ferramenta para conseguirmos obter de Deus o que queremos. A oração não é o meio pelo qual mudamos o coração de Deus. Embora em alguns casos, pareça que através da oração, Deus tenha sido convencido a mudar de opinião, isso fica claro no caso do rei Ezequias Is 38.1-8, que depois de ter orado e chorado muitíssimo teve a sua sentença mudada.
A oração é meio pelo qual podemos colocar diante de Deus as nossas necessidades, de podermos entrar em concordância com a sua vontade, para que possamos ser atendidos naquilo que precisamos e que Ele tem para nos abençoar. A oração muda mais o nosso coração, quando humildemente pedimos que seja feita a vontade de Deus. A oração é meio pelo qual podemos ser atendidos prontamente, ou testados em nossa perseverança. Todo pedido feito em oração, deve ser feito com a fé de que oramos para aquele que pode nos atender.
Muitos casos de oração não são respondidos, porque são feitos com um sentimento egoísta, vingativo, sem fé ou por motivos mesquinhos. A oração é a chave para a mudança da nossa situação a medida que ela nos muda.
Um dos problemas das oração não respondidas são os requerimentos que ela exige para ser eficaz, ou seja, para se obter perdão divino, nós devemos perdoar Mt 6.14-15. Para sermos atendidos temos que orar crendo Hb 11.6, pois sem fé é impossível obter a resposta divina. Devemos orar em muitos casos com persistência, Mt 7.7-11, pois jamais Deus não responde a oração de seus filhos, mesmo que seja com a negativa da petição, mas a resposta virá.
A oração ela deve ser feita como um meio para se obter aquilo que necessitamos e vá glorificar a Deus com a benção concedida. Devemos sempre estar em oração, pois é através dela que podemos estar sempre em contato com Deus.
Atualmente há um comportamento corriqueiro entre os homens mais velhos (entre 35 a +60 anos) de se relacionar com mulheres mais novas. Não são poucos que tem a preferência de ter ao seu lado uma mulher de 10, 18 e até 25 anos mais nova. Alguns vivem com essas mulheres o seu segundo relacionamento, geralmente após um divórcio. Alguns poucos casos são homens que casam pela primeira vez com mulheres bem mais novas que eles e em outros casos, raros também, são de viúvos que encontram em mulheres jovens uma nova oportunidade de ser feliz no amor.
Não há nenhum erro em você casar com uma jovem. Os críticos dizem que para o homem é mais fácil manipular uma garota nova. Outros argumentam que as mulheres mais "maduras" na idade, geralmente estão vindo com uma bagagem, seja de relacionamentos anteriores, de conceitos formados difíceis de mudar e até a questão da estética, que comparada com as jovens é uma luta desigual pois as jovens tem a questão do tempo como aliado.
Mas o que me tem surpreendido é a quantidade de homens que estão deixando suas famílias para viverem um novo relacionamento com as mulheres mais novas. Isso não é fato novo, mas tem tomado novos contornos atualmente. Pois com a desvalorização da durabilidade do casamento, com a facilitação da dissolução dos laços matrimoniais, hoje termina-se um relacionamento para se começar um novo com uma nova mulher. É como o homem que troca de carro pelo modelo mais atual por ser mais bonito, mais confortável, mais potente, mesmo que isso signifique ter um gasto mais para a manutenção do carro novo, mesmo quando o mesmo esforço e dinheiro investido no seu antigo carro, lhe daria a tranquilidade e confiança de ter ao seu lado um bom veículo por muitos anos.
A analogia não é muito adequada mais explica como esses homens atuais tem deixado esposa, filhos, casa, uma história inteira para viver um novo romance. Romance esse que lhe dá a sensação de vigor, de masculinidade e prazer, já bem diminuído com o passar dos anos ao lado de sua antiga companheira. Mas porque isso tem tomado uma proporção tão grande atualmente? O que leva boa parte dos homens a desejarem e procurarem mulheres novas, atraentes para se relacionarem, mesmo com certa idade?
Dentre as muitas questões, psicológicas, econômicas, sociais que possam evolver a resposta, uma boa parte dela se explica pela sensualidade, ou seja, pela volúpia que pelos olhos levam os homens a cometerem alguns erros.
Mas como o cristianismo pode ajudar a entender esse processo? Como a bíblia pode nos ensinar a não sermos influenciados pelos nossos desejos? E quais as consequências que decisões baseadas nos desejos podem nos ocorrer?
É impossível falar de desejo, de cobiça, de mulher, sem citar o rei Davi. Este homem que poderia ter a mulher que desejasse, e que na verdade já tinha mais de uma mulher, mas por causa do desejo, atraído pelos olhos, quis exatamente aquilo que lhe era vedado. Se Davi não tivesse visto Betsabá nua a se banhar, ele não a desejaria, pois ali a cobiça dos olhos que o levou a cometer tal pecado.
Ou seja, o homem que põe os seus olhos naquilo que sua carne, seu desejo interior mais quer, será um passo a mais para fazê-lo a ceder a sua vontade, mesmo que esta lhe seja proibida.
Com esse ato motivado pela volúpia, pelo desejo e cobiça, Davi amargou consequências terríveis, tendo a sua família destroçada por assassinatos, traição, rebeldia e violências sexual. As consequências da ceder a tentação são maiores que os prazeres que a tentação pode oferecer.
Outro exemplo de homem que foi vencido pela sensualidade foi Herodes. Instigado por sua sobrinha/afilhada, Herodes foi atraído pela beleza e juventude da moça. Ao dançar, sensualmente, diante dos convivas, Salomé despertou em Herodes o seu desejo reprimido, escancarou sua vontade impossível, mas que motivado pelo álcool, que já devia ter consumido em excesso, abriu a boca para dar vazão ao seu desejo oculto.
A dança de Salomé diante de Herodes o fez cair na sua armadilha sensual, como animal que é alimentado e engordado para o abate, foi satisfazendo o seu desejo até exclamar em êxtase, "pede o que queres...". Quando engodados pelo desejo, o homem age sem pensar, não pesa as suas palavras e nas consequências de suas atitudes. Levado pelo desejo irrefreável, o homem quando cede aos seus desejos sensuais se torna dominado por aquilo que ele devia dominar, suas vontades. Por causa disso, Herodes ao ceder as vontades sexuais teve que conceder aquilo que menos desejava. É assim que acontece ao homem que foi derrotado pelas suas vontades, perde o direito de negar aquilo que lhe é mais caro.
Herodes apesar de ter prendido a João Batista, ouvia, e tinha certo respeito por se tratar de um profeta, mas quando vencido por Salomé com seu jogo de sedução, teve que entregar em uma bandeja aquilo que ele tanto protegia.
Davi, perdeu a paz em sua casa, colheu a discórdia, assassinato e rebelião. Herodes, perdeu o profeta que na prisão ele protegia contra Herodias, mas ambos, por causa de sua vontade não refreada, foram levados derrota.
Com a costela que havia tirado do homem, o SENHOR Deus modelou uma mulher e a conduziu até ele. Então exclamou Adão: “Esta, sim, é osso dos meus ossos e carne da minha carne! Ela será chamada ‘mulher’, porquanto do ‘homem’ foi extraída”. Por esse motivo é que o homem deixa a guarda de seu pai e sua mãe, para se unir à sua mulher, e eles se tornam uma só carne. O homem e a mulher viviam nus e não se envergonhavam. Gn 2.22-25 (grifo meu).
Não vou entrar em detalhes o motivo e o que o autor quis dizer em "deixará o homem seu pai e sua mãe para então unir-se a sua mulher". Embora Adão não tivesse pai e nem mãe para os deixar, assim como Eva, percebe-se que a orientação não fora para eles, mas para os que viriam depois.
Assim, o casamento é a união de um homem com uma mulher, pois assim Deus os formou, para completude, onde os dois tornam-se uma só carne na união que é sacramentada com o ato íntimo sexual. Esta união é física, emocional e espiritual, indo além do quesito morar juntos e coabitar.
Logo vemos que o casamento é algo criado por Deus, sendo assim atemporal, válido em todas as épocas e enquanto houver seres humanos. Ficando estabelecido como casamento a união de um homem com uma mulher, fugindo do princípio divino toda e qualquer relação que envolva outro tipo de união que não seja essa.
Uma questão que fica para nosso tempo é: Por casamento se entende como união civil, união religiosa ou união sexual? Aos olhos de Deus o casamento só é válido quando validado pela instância civil e religiosa? Somente a civil basta, ou só a religiosa, ou quem sabe ao morar junto com uma mulher e viver maritalmente com ela aos olhos de Deus já são vistos como casados? Ou ao ter relações com uma mulher na união de corpos significa uma união marital?
A sociedade hoje entende como casamento válido a união civil entre duas pessoas, no âmbito cristão, é a união de um homem com uma mulher, sendo realizado na esfera jurídica, ou seja, em cartório, por autoridade competente. A esfera religiosa não interfere nesse sentido, pois não depende de autoridade eclesiástica para ter validade. A igreja considerará a pessoa casada mesmo que a mesma não tenha feito uma cerimônia religiosa, o casamento civil já garante o status de casado.
Se alguém casar na esfera religiosa, civilmente essa união não tem validade, ela deve ser ratificada na esfera civil. Logo entendemos que para a união de casamento ser válida, na nossa realidade cultural ocidental, deve ser feita na esfera civil, realizado por autoridade competente para validar tal união. Então podemos resumir que no nosso tempo presente, levando em consideração a realidade brasileira, o casamento só é de fato casamento ao fazer a união civil juridicamente. Ou no caso de haver o casamento religioso com efeito civil. Isso ocorre quando, após a celebração religiosa, o casal apresenta, em um prazo de 90 dias, o termo de casamento emitido pela autoridade religiosa para formalização perante o registro civil. De todas as formas, somente com o registro em cartório o casamento passa a ter validade.
Então um casal de namorados que vivem em prática sexual frequente com planos de se casar, não pode argumentar que já são casados diante de Deus, pois na união sexual se concretiza o casamento. Isso é uma desculpa para aliviar o peso da consciência do pecado de fornicação. Pois o casamento só o é de fato, como vimos, quando é sacramentado juridicamente. Viver juntos ou na prática sexual não configura casamento, nem para a igreja, nem civilmente. O casal que vive junto, sem civilmente estar casado, é chamado de amasiado, ou estando em união estável.
E a união estável, é casamento? É fornicação? Primeiro vejamos o que é união estável.
A união estável foi estabelecida no ordenamento jurídico pelo Código Civil - Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002. No qual diz:
"É reconhecida como entidade familiar a união estável entre o homem e a mulher, configurada na convivência pública, contínua e duradoura e estabelecida com o objetivo de constituição de família."
Mas para a questão religiosa, esse casal não é considerado casado. No âmbito jurídico a pessoa em união estável não tem o seu estado civil alterado permanecendo no seu registro geral como solteira, mesmo em união estável. Com isso, consideramos no âmbito religioso, que esse casal vive em fornicação, que é a prática sexual antes do casamento. Embora os mesmos possam ser considerados em união estável, tendo alguns direitos de quem vive na situação de casado.
Não vou entrar aqui em detalhes jurídicos que diferenciam o casamento da união estável. Mas quando dois cristãos deliberadamente resolvem morar juntos sem oficializar a união, eles são considerados amasiados, e sua relação é uma relação fornicária, mesmo que vivam maritalmente.
Mas aí a coisa se complica quando uma das partes envolvidas na relação não for cristã. A igreja considerará a parte cristã como fornicária?
Essa é uma das realidades existente na igreja hoje em dia, onde há muitas mulheres e homens que vivem maritalmente com seus cônjuges em união estável, não casadas em cartórios.
Muitas se converteram e eram, e alguns casos, impedidas de estarem em comunhão devido ao seu estado civil, vivendo junto a um homem sem ser casado com ele.
Ponto pacífico é que, nenhum casal cristão pode se escusar de não casar e ir morar junto com a desculpa que vivem em união estável, sendo considerados com os mesmos direitos e deveres de quem de fato é casado, isso não é verdade. Logo, um casal cristão que vive junto sem ser casado, os dois estão em prática pecaminosa reiterada, logo a sua comunhão com a igreja não é permitida, pois vivem na prática pecaminosa.
Agora quando um dos cônjuges se convertendo a Cristo e vindo para a igreja, mesmo não sendo casado, mas morando com uma pessoa e não estando ao alcance dela unilateralmente converter essa união em casamento civil, a mesma deve ser aceita no corpo de membros de Cristo. O apóstolo Paulo foi bem claro nessa situação.
A todos os demais, eu particularmente, não o Senhor, vos digo: Se algum irmão tem mulher descrente, e esta se dispõe a viver com ele, não se divorcie dela. Da mesma forma, se uma mulher tem marido incrédulo, mas este consente em viver com ela, não se separe dele. Porquanto o marido descrente é santificado por causa da esposa cristã; e a esposa incrédula é santificada por causa do marido crente. Se assim não fosse, seus filhos seriam impuros, mas agora são santificados. I Co 7.12-14
Embora aqui talvez a ideia seja de uma união civil sacramentada, o mesmo vale para as uniões estáveis, onde o casal vive como casados mesmo sem a união civil estabelecida. Porque alguém poderia dizer: Eu vivo em união estável, ao me converter meu esposo(a) não quer mudar nossa relação de união estável para união civil, logo irei me separar pois estou vivendo em pecado de fornicação. Não acredito que essa é a solução aceitável e recomendável. Em caso de uma das partes não querer converter a união estável em união civil, o marido/esposa cristã deve manter o relacionamento, pois se não fosse a conversão não continuaria morando juntos? Então porque agora ao se converter irá se separar? Alguns poderão usar desse argumento para separar-se e contrair um casamento civil, contudo o mais prudente e recomendável é que, a parte cristã busque a união civil, mas não estando ao alcance dela, continue a viver com seu cônjuge, pois se tivesse casado civilmente não iria orar para a conversão de seu cônjuge, o que impede de orar para a conversão dele estando em união estável? E assim ele/ela ao se converter, terá o entendimento que deverá transformar a sua união estável em união civil.
Logo penso ser aceitável que a pessoa ao se converter a Cristo estando em união estável, deva ser recebida, após o batismo, como membro efetivo do corpo de Cristo, participando da comunhão juntamento com os demais irmãos.
Peca ao viver em união estável o irmão ou irmã que tendo a possibilidade de casar civilmente não o faz deliberadamente. Alguns com intuito de não perder pensões, ou algum outro benefício, usando assim de artimanha para manter o que possuí. Isso é pecado duas vezes, uma por usar de engano e outra de não casar quando se pode e deve casar civilmente, já que vive como casados em união estável.
Como já dito anteriormente, nenhuma pessoa que já é membro do corpo de Cristo poderá viver um relacionamento em união estável. Um irmã(o) que se unir com outra pessoa com intuito de formar família, viver como casados, sem oficializar essa união, ele peca, devendo ser afastado da comunhão pela prática pecaminosa de fornicação(prostituição). Isto porque, o correto seria um cristão casar-se com outro cristão, pois a bíblia recomenda enfaticamente que não devemos nos unir com os infiéis, o que infelizmente tem se tornado prática comum dentro da igreja, casamento entre um cristão e uma pessoa ímpia.
Jamais vos coloqueis em jugo desigual com os descrentes. Pois o que há de comum entre a justiça e a injustiça? Ou que comunhão pode ter a luz com as trevas? Que harmonia entre Cristo e Belial? Que parceria pode se estabelecer entre o crente e o incrédulo? E que acordo pode existir entre o templo de Deus e os ídolos? Porquanto somos santuário do Deus vivo. Como declarou o próprio Senhor: “Habitarei neles e entre eles caminharei; serei o seu Deus, e eles serão meu povo!” Portanto, “saí do meio deles e separai-vos, diz o Senhor, e não toqueis em nada que seja impuro, e Eu vos receberei. Serei para vós Pai e sereis para mim filhos e filhas”, diz o Senhor Todo-Poderoso! II Co 6.14-18 (grifo meu)
Então uma pessoa ao casar-se, deve-o fazer com alguém que comunga da mesma fé, pois por melhor que seja a pessoa ímpia, a Bíblia recomenda que não deva haver uma união de corpos, pois isto é um jugo desigual. Mas aquele que se casa com um ímpio, não tem nada que o impeça de permanecer como membro da igreja, mesmo que seu cônjuge seja um infiel. Desde que, essa união seja civilmente estabelecida. Infelizmente o cônjuge cristão deverá ter a consciência de que a sua escolha poderá acarretar problemas futuros, mas que ela/e não poderá lamentar-se pois a sua escolha foi feita sabendo das recomendações contrárias.
Essa é a parte mais complicada das interpretações bíblicas sobre os textos que tratam sobre esse assunto. Isto porque a bíblia é vaga em certas passagens dando margem para interpretações distintas.
Primeiramente é importante salientar que o divórcio não foi instituído por Deus. Ele não criou o casamento para depois de casados o casal se venha a separar-se. Mas por causa do pecado, que desvirtuou tudo aquilo que Deus criou bom e perfeito, foi dada a concessão do divórcio. Como o homem ou a mulher, poderiam transgredir o mandamento bom e perfeito do casamento, Deus então possibilitou a ambos terem uma maneira de saírem do laço indissolúvel do casamento. Pois se Deus não houvesse dado essa concessão, o casamento seria tido como indissolúvel, e o homem e a mulher estariam presos um ao outro independente dos erros cometidos pelos cônjuges.
Por isso, devido a dureza do coração do homem e da mulher em perdoar a ofensa, e também da dureza do coração de ofender a quem não devia, foi concedido essa saída, para que houvesse a possibilidade de haver uma nova união diante de Deus. Haja vista que o casamento não seria mais indissolúvel, só o sendo em caso em que não houvesse motivo plausível para sua dissolução.
Então tenhamos em mente que para Deus o casamento é de fato indissolúvel, e ao casarmos devemos ter em mente que estamos casando para todo o sempre, "até que a morte os separe". Esses tem sido um erro muito frequente nas uniões atuais, onde diante dos problemas conjugais, julgam melhor separar-se do que enfrentar a dificuldade e seguir juntos. Muitos casamentos poderiam ser salvos se os cônjuges tivessem a mentalidade que, independentemente da adversidade, a separação não é uma opção. Mas devido a fraqueza de compromisso em manter o casamento, em situações banais, os casais preferem divorciar-se para garantir a "sua felicidade", do que ter que enfrentar os momentos tristes que são normais em uma relação longa e duradoura como o casamento.
Mas já que o casamento é indissolúvel, quais foram então as possibilidades concedidas por Deus para que houvesse uma ruptura do laço indissolúvel do matrimônio. Vejamos.
Quando um homem tiver esposado uma mulher e formalizado o matrimônio, mas pouco tempo depois descobrir nela algo que ele reprove e por isso deixar de querê-la como esposa, ele poderá dar à sua mulher uma certidão de divórcio e mandá-la embora. Dt 24.1
Foi dito também: ‘Aquele que se divorciar de sua esposa deverá dar a ela uma certidão de divórcio’. Eu, porém, vos digo: Qualquer que se divorciar da sua esposa, exceto por imoralidade sexual, faz com que ela se torne adúltera, e quem se casar com a mulher divorciada estará cometendo adultério. Mt 5.31-32 grifo meu.
Observemos que Jesus não aboliu o divórcio, mas identificou a cláusula de exceção. O motivo válido para o divórcio seria a imoralidade sexual.
O que faltava para a lei ficar clara com relação ao divórcio não era como o divórcio devia ocorrer, isso já estava claro que seria através da carta de divórcio, liberando assim a mulher e o homem para novas núpcias, quanto a isso não havia dúvidas. A dúvida era, qual o motivo válido para se divorciar. Essa é a grande questão que ainda perdura em nossos dias, pois as interpretações são muitas.
Replicaram-lhe: “Então por qual razão mandou Moisés dar uma certidão de divórcio à mulher e abandoná-la?” Ao que Jesus declarou: “Moisés, por causa da dureza dos vossos corações, vos concedeu separar-se de vossas mulheres. Mas não tem sido assim desde o princípio”. Eu, porém, vos afirmo: “Todo aquele que se divorciar da sua esposa, a não ser por imoralidade sexual, e se casar com outra mulher, estará cometendo adultério”. Mt 19.7-9 grifo meu.
Observe que o princípio da possibilidade de divórcio é o mesmo, a imoralidade sexual dentro do casamento. Não há aqui uma outra possibilidade além dessa. O próprio Cristo declara que seria este o único motivo para haver o divórcio e um novo casamento sem estarem incorrendo no pecado de adultério, pois aos olhos de Deus aqueles que se divorciam sem ser por este motivo, estariam ainda ligados a seu cônjuge até que a morte os separe. Lembrando aqui que o adultério poderia ser de ambas as partes, a mulher poderia pedir divórcio de seu marido se ele a traísse, não sendo exclusividade dos homens poderem divorciar-se. Assim Cristo estabelece uma igualdade de direitos entre os sexos, como fora propósito de Deus desde o início. Isso a lei judaica não permitia, teria que ser do homem o pedido de divórcio. Cristo abole essa distinção colocando que a imoralidade sexual era a única exceção para dissolução do casamento, e essa imoralidade poderia ser cometida por ambas as partes, dando direito a ambas as partes em pedir o divórcio.
Mas se a única referência a divórcio no novo testamento fosse essa, isso traria muitas complicações. Estaria assim Cristo muito mais próximo a escola de Shammai de interpretação do que a de Hillel.
Então qual seria a segunda referência que temos para avaliarmos a possibilidade bíblica para um divórcio? A primeira sempre será de Cristo, depois de seus apóstolos que continuaram o ministério evangelístico de propagar o reino dos céus.
Então seguindo os escritos bíblicos, vamos encontrar nos escritos do Ap.Paulo outras referências acerca da natureza do casamento e da possibilidade de sua dissolução.
Todavia, ordeno aos casados, não eu, mas o Senhor: Que a esposa não se separe do marido. Se, porém, ela se separar, que não se case, ou que se reconcilie com o seu marido. E que o marido não se divorcie da sua esposa I Co 7.10-11
A primeira questão defendida pelo apóstolo Paulo é a indissolubilidade do casamento. Não separe, se separar, fique sem casar novamente, ou se possível, se reconcilie com seu marido, esse era o mandamento para casais cristãos. De todas as formas a orientação acerca do casamento deve ser: Não se separe!
Contudo, não havendo a possibilidade de se manter o vínculo do casamento, quais as possibilidades bíblicas para se contrair um novo matrimônio?
No entanto, se o incrédulo decidir separar-se, que se separe. Em tais circunstâncias, nem o irmão nem a irmã estão sujeitos à servidão; pois Deus nos chamou para vivermos em paz. I Co 7.15
Então atrelado ao ensino do Senhor Jesus que o casamento só poderia ser desfeito devido a "imoralidade sexual", está a cláusula de exceção do abandono por parte do infiel. Veja que a pessoa tratada aqui como aquele que se vai é o infiel, isto porque o Ap.Paulo não via a possibilidade de um cristão divorciar-se de sua esposa(o) cristã(o), pois ambos seriam regidos pela lei do amor, logo não haveria imoralidade sexual dentro do casamento e também o desejo de abandono, pois como pessoas em Cristo seguiriam o exemplo e modelo de casamento divinamente estabelecidos, que Paulo exemplifica em outras passagens.
Esposas, cada uma de vós respeitai ao vosso marido, porquanto sois submissas ao Senhor; porque o marido é a cabeça da esposa, assim como Cristo é a cabeça da Igreja, que é o seu Corpo, do qual Ele é o Salvador. Assim como a igreja está sujeita a Cristo, da mesma forma que as esposas estão em tudo sujeito aos seus próprios maridos. Maridos, cada um de vós amai a vossa esposa, assim como Cristo amou a sua Igreja e sacrificou-se por ela, a fim de santificá-la, tendo-a purificado com o lavar da água por meio da Palavra, e para apresentá-la a si mesma como Igreja gloriosa, sem mancha nem ruga ou qualquer outra imperfeição, mas santa e inculpável. Sendo assim, o marido deve amar sua esposa como ama seu próprio corpo. Quem ama sua esposa, ama a si mesmo! Pois ninguém jamais odiou o próprio corpo, antes o alimenta e dele cuida, assim como Cristo zela pela Igreja, pois somos membros do seu Corpo. “Por esse motivo, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua esposa, e os dois se tornarão uma só carne.” Este é um mistério grandioso; refiro-me, contudo, à união entre Cristo e sua Igreja. Portanto, cada um de vós amai a sua esposa como a si mesmo, e a esposa trata o marido com todo o respeito. Ef 5.22-33
Paulo não vê a possibilidade do divórcio Cristão, a única possibilidade seria a separação para viver uma vida casta, sem casar-se novamente, pois se casasse estaria comente adultério. Quando afirmo isto, tenho em consideração quando não há motivos plausíveis para o divórcio. Se a mulher ou o homem decide divorciar-se simplesmente porque tem o desejo de se ver livre do seu cônjuge, ele o pode fazer, mas desde que não se case novamente. Mas aqui fica uma pergunta. Se a parte que deseja ir embora pecará ao contrair novo casamento, a parte que foi deixada também pecará se casar-se novamente? Jesus não disse que aquele que repudia a sua mulher a não ser por causa da imoralidade sexual, dando a carta de repúdio (divórcio) não comete adultério ao casar-se novamente, e a mulher repudiada não seria adúltera ao novamente casar-se?
Quem se separar de sua esposa e se unir a outra mulher estará cometendo adultério; assim como, o homem que se casar com uma mulher divorciada estará igualmente adulterando. Lc 16.18
Acredito que aqui a única possibilidade de cometer adultério é da pessoa que pediu o divórcio, não a pessoa que sofreu o divórcio. Se o homem pediu, ao casar novamente adultera, se a mulher pediu, ao casar novamente adultera. Ou seja, se uma das partes não quis o divórcio, mas a outra parte desejou, a que não quis seria livre para casar-se novamente, pois segundo o apóstolo Paulo: "Em tais circunstâncias, nem o irmão nem a irmã estão sujeitos à servidão; pois Deus nos chamou para vivermos em paz. I Co 7.15. Embora esse não seja um pensamento definitivo, tendo outros uma interpretação diferente, considero injusto para a parte ofendida, ter que viver preso ao antigo cônjuge mesmo quando este não o quer mais, tendo que esperar a morte deste para casar-se novamente sem cometer o pecado de adultério. E se o outro casar novamente, estaria a pessoa então livre para casar-se, ou ainda assim casando cometeria adultério? E se a pessoa que desejou ir embora, e não casou-se novamente, a parte deixada não poderia casar porque a outra não casou? Não é fácil a solução, mas devemos usar de bom senso para entender que a parte ofendida (que não quis) não pode ficar sujeita a parte que quis, pois não estamos sujeitos a servidão.
No caso então do abandono, a pessoa abandonada estaria livre para casar-se novamente. Isto primeiramente o Ap.Paulo tem em relação a casais mistos, ou seja, do crente com a descrente. Partindo do princípio que o cristão já era casado quando se tornou cristão, pois nenhum cristão deve casar-se com um infiel. E estando já casado, uma das partes converte-se, de maneira nenhuma deve deixar o outro cônjuge simplesmente por ele(a) não ser cristã(o). A orientação é que cada um fique na vocação em que foi chamado. Foi chamado sendo casado, permaneça casado, mesmo que seu marido/esposa seja um infiel. Mas no caso de o infiel decidir separar-se, o irmão estará livre para casar novamente, agora deverá casar com um fiel.
Mas no caso do casal cristão, uma das partes decidir separar-se, o outro separado poderá casar novamente? Como já deixamos claro acima, a pessoa abandonada teria assim direito a casar novamente, sem cometer o pecado de adultério, pois ela não pode obrigar o outro(a) a ficar, e nem poderá ficar preso ao outro até a sua morte, pois não depende dela a permanência da união de ambos. E aquele que decidiu separar-se sendo cristão, ao casar novamente peca cometendo adultério? Se não houve imoralidade sexual, e abandono da outra parte, estará a meu ver adulterando, porque não há nada que corrobore com a dissolução do casamento. Então diante de Deus, segundo a palavra de Jesus, ele estaria violando a indissolubilidade do casamento.
Então somente o abandono e a imoralidade sexual seriam as causas possíveis para haver um divórcio? Aí que a coisa fica mais complicada ainda, pois há muitas variantes que podem interferir nessa equação.
A cônjuge que sofre agressão verbal e física poderá pedir o divórcio? O cônjuge que não recebe atenção sexual, sendo privado de ter relações com seu cônjuge poderá pedir o divórcio? Há tantas outras possibilidades que neste texto ficaria impossível abordar cada uma delas. Então o que posso dizer é que, cada caso deve ser analisado segundo a luz da palavra de Deus, para então orientar aos envolvidos no que Deus gostaria que fosse feito. Somente com a orientação do Espírito Santo poderemos dar um parecer mais próximo do que diria o Senhor Jesus. Então deixemos essas outras possibilidades para um outro texto.